sábado, 7 de maio de 2011

7º de Maio – Perseguidos por nossa fé, consolados por Deus

“Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus”. João 16:2

À semelhança do que já advertia no capítulo 15, Jesus retoma o tema da perseguição. Perseguições provocadas em quase todo império romano nos Tempos do Imperador Domiciano.

1º - Novo anuncio de perseguição (Jo. 16:1-4). As expressões usadas por Jesus no Evangelho de João são fortes: Odiou, escandalizeis matar. Situações que os discípulos deveriam estar preparados, pois encontrariam na caminhada missionária da igreja: a intolerância religiosa e a perda da cidadania judaica.

Nezijha – O infrator era suspenso por uma semana a um mês da sinagoga.
Niddni – era uma infração mais séria, um tipo de humilhação pública.
Herem – o infrator era expulso da comunidade e tinha seus bens confiscados.
Pode ser que não estejamos enfrentando perseguições no aspecto físico, mas que forças se opõem hoje à pregação do Evangelho? Como devemos agir nessas circunstâncias?

sexta-feira, 6 de maio de 2011

6º de Maio – Sinais e obras de Deus

“Em verdade, em verdade vos digo que aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai”. João 14:12

É possível que muitos milagres deixem de acontecer porque não estamos plenamente comprometidos com a missão de Deus em Jesus. Quanto mais comprometida e envolvida com a missão for a Igreja, mais fortemente se manifesta a presença de Jesus, e os sinais ou obras de Deus acontecem.

Em Jô. 14:12 diz que: “aquele que crê em mim fará também as obras que eu faço, e outras maiores fará, porque eu vou para junto do Pai”. Esta afirmação, além de ser desafiadora, tem a tarefa de tirar os discípulos do clima de temor, de preocupação consigo, e introduz o compromisso da missão.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

5º de Maio – Permanecer em Deus, separar-se do mundo (2)

“Se o mundo vos odeia, sabei que, primeiro do que a vós outros, me odiou a mim”. João 15:18

Nos versículos 18 a 27 há uma seqüência de palavras-chave. Uma delas é a expressão Kosmos (= mundo), que designa uma conjuntura político-social que carrega em si mesma uma forma de pensar e viver. Esse Kosmos (= mundo) se opõe ao Evangelho, a mensagem de Jesus e ao amor. Por isso o mundo odeia a Jesus e aos seus discípulos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

4º de Maio – Permanecer em Deus, separar-se do mundo

“O meu mandamento é este: que vos amei uns aos outros, assim como eu vos amei”. João 15:12

Jesus ensina o detalhamento do seu maior mandamento: o amor incondicional. Centro do ensino de Jesus e reconhecido como o elemento distintivo de ética e moral do Cristianismo. Não mais olho por olho ou dente por dente (Ex. 21:24), ou ainda: “amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo” (Lv. 19:18), mas sim: “...amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem” (Mt. 5:44).

terça-feira, 3 de maio de 2011

3º de Maio – Desenvolvendo a fé

“Senhor, não sabemos para onde vais; como saber o caminho?”. João 14:5

A pergunta de Tomé recoloca as necessidades humanas, em meio à conversa entre Jesus e os discípulos. Enquanto Jesus estava com ele, tinham aquilo de que necessitavam, tudo estava no controle, era possível crer em Jesus, na sua intervenção, eles haviam experimentado isso; mas, agora, a pergunta era: “Para onde vais? Como saber o caminho?” (Jô. 14:5). Você sente que sua vida tem direção, propósito, objetivo?

segunda-feira, 2 de maio de 2011

2º de Maio – Vencendo o temor (2)

“Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros”. João 14:18

Deus está ausente? Qual o significado da partida de Jesus, de sua ausência? A leitura do texto coloca-nos diante do quadro evidente: Jesus e os discípulos. Todavia, para muitos leitores, passa desapercebido que há um outro quadro tão tenso e difícil quanto o vivido por Jesus e os discípulos. Qual é? Trata-se da experiência do autor do evangelho e da comunidade e fé para a qual ele escrevia. O autor afirmava que os textos do evangelho “foram escritos para que creiais que Jesus é o cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais vida em seu nome.” Sim, os objetivos eram diretos, mas os textos falavam a igrejas na Ásia Menor que viviam momentos difíceis.

domingo, 1 de maio de 2011

1º de Maio – Vencendo o temor

“Filhinhos, ainda por um pouco estou convosco...”. João 13:33

Entender o capítulo 14 de João é de fato começar no capítulo 13, pois o clima da narrativa tem lá suas bases: o lava-pés, o anuncio da morte de Jesus e da presença do traidor, a negação de Pedro criaram um ambiente de perplexidade entre os discípulos. Dá pra imaginar a reação deles ao ato de Jesus lavar os pés dos discípulos pela reação de Pedro (Jo 13. 6,7). Este diálogo ilustra como Jesus os confundiu: ele não assumiu o papel que a categorias sociais e judaicas lhe concediam. Ele era um rabi, e esta posição lhe concedia direitos, mas ele abre mão disso, inaugura um novo tipo de relacionamento: “Porque eu vos dei o exemplo, para que, como eu vos fiz, façais vós também” (Jo 13:15). Por isso, podemos dizer que o capítulo 13 é o forjador do ambiente que dá luz ao sermão de Jesus, iniciado com o ensino do amor como um novo mandamento, e continuado com as mensagens do capítulo 14 e os seguintes.